Engenharia, Operação e Educação de Trânsito
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A miséria como causa dos acidentes de trânsito no Brasil
Rudel Espíndola Trindade Junior e Carlos David Nassi
Comprovação de que há uma forte correlação entre a miséria e o número de vítimas fatais em acidentes de trânsito. As capitais brasileiras que apresentam os maiores índices de exclusão social são as que, também, possuem as maiores taxas de fatalidade do trânsito.
18/Dez/2005
Levantamento de Locais de Acidentes de Trânsito
SEJUSP MT
A Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública de Mato Grosso elaborou este guia de procedimentos a serem adotados pelo perito responsável pelo levantamento de dados e coleta de vestígios de um local em que ocorreu um acidente de trânsito.
O levantamento de local de acidente de trânsito para posterior redação do laudo pericial efetuado por perito é instrumento imprescindível nos processos judiciais envolvendo ocorrências dessa natureza, uma vez que a partir do trabalho inicial de levantamento é que resultará a definição da causa determinante do acidente.
Cabe ao perito responsável pelo levantamento um cuidado especial no uso
dos termos técnicos a fim de que nos laudos periciais se evite ambigüidade de termos, termos inexistentes ou até mesmo a ausência de dados que possam vir a ser ignorados por não se conhecer a maneira adequada de se relatar.
O presente material tem como objetivo instruir ou servir de roteiro para levantamento de locais de acidente de trânsito e também servir de instrumento para posterior confecção do laudo pericial.
29/Mai/2010
Avaliação das informações estatísticas de acidentes de trânsito disponíveis nos sites dos departamentos estaduais de trânsito do Brasil
Rudel Trindade Junior & Marilita Gnecco de Camargo Braga
Análise das informações estatísticas de acidentes de trânsito disponíveis nos sites dos Detrans, avaliação em função dos procedimentos estabelecidos pelo SINET, comparação com os principais bancos de dados internacionais de acidentes de trânsito, bem como proposta de medidas que contribuam para melhorar a qualidade, a usabilidade e a disseminação das estatísticas de trânsito brasileiras.
23/Jan/2006
Impacto dos radares fixos na velocidade e na acidentalidade em trecho da rodovia Washington Luís
Mario Guissu Yamada
Avaliação do impacto do emprego de radares fixos na velocidade e na acidentalidade em trecho de 74 km da Rodovia Washington Luís, no interior do estado de São Paulo. A evolução dos índices de acidentes mostra que não houve melhoria na segurança com a colocação dos radares tanto nos segmentos localizados no entorno dos mesmos como em toda a extensão da rodovia. Praticamente todos os índices apresentaram crescimento.
12/Fev/2006
O comportamento de motoristas e pedestres na percepção de alunos de escolas públicas e particulares do Rio de Janeiro
ELOIR DE OLIVEIRA FARIA e MARILITA GNECCO DE CAMARGO BRAGA
Os autores, desenvolvedores do site Trânsito com Vida www.transitocomvida.ufrj.br , apresentam os resultados de uma investigação da relação entre os atributos de 400 crianças e adolescentes e sua percepção sobre o comportamento de risco de motoristas e pedestres no trânsito. Nesta pesquisa, os entrevistados elaboraram redações com narrativas de situações perigosas ou acidentes, de modo a identificar as crenças e valores sobre a segurança no trânsito, contidos nos princípios argumentativos do discurso destes alunos de escolas públicas e particulares da cidade do Rio de Janeiro. Foram observadas as seguintes tendências: o aluno (a) é mais crítico quando seu pai tem maior escolaridade, profissão mais especializada ou maior renda; (b) de escola particular é mais crítico que o de escola pública; (c) pedestre de escola particular é mais crítico em relação ao comportamento de risco do motorista e, ao mesmo tempo, menos crítico em relação ao pedestre, que um outro que utiliza carro ou ônibus na viagem escolar.
06/Jun/2006
Estabilidade lateral de conjuntos de veículos de carga
RUBEM PENTEADO DE MELO
A Resolução CONTRAN 68/98 autorizou a circulação de Combinações de Veículos de Cargas. Devido à quantidade de articulações, estes veículos estão sujeitos a fenômenos que afetam a sua estabilidade. O artigo trata do mais relevante: a denominada "Amplificação Traseira", que pode causar o tombamento de todo o conjunto devido às acelerações laterais maiores na unidade traseira.
06/Jun/2006
Propostas para minimizar os riscos de acidentes de trânsito envolvendo crianças e adolescentes
ELOIR DE OLIVEIRA FARIA, M.Sc.e MARILITA GNECCO DE CAMARGO BRAGA, Ph.D
Os autores, mentores do site Trânsito ComVida (www.transitocomvida.ufrj.br), nos enviaram este texto, que analisa a situação de insegurança de crianças e adolescentes no trânsito e propõe um programa de ação para a prevenção de acidentes, com medidas de Urbanismo e de Educação, Engenharia e Fiscalização de Trânsito.
23/Jul/2006
Estudo do desempenho da frenagem e do controle da velocidade de descida em declive longo e acentuado no trecho da Serra do Mar da Rodovia dos Imigrantes de veículos comerciais representativos da frota nacional
Prof. Antonio Carlos Canale e Juan Carlos Horta Gutiérrez
Estudo do desempenho de veículos comerciais descendo o trecho da Serra do Mar da Rodovia dos Imigrantes que oferece informações e sugestões para a liberação do tráfego de veículos comerciais pela pista descendente desta rodovia. Estes estudos indicam as condições e requisitos necessários para os veículos comerciais e para seus condutores, objetivando o aumento da segurança veicular no trecho que desce a serra, principalmente no interior dos túneis.
02/Ago/2007
Acidente Zero: Utopia ou Realidade?
Archimedes Azevedo Raia Jr. e Luciano dos Santos
Acidente Zero-AZ é fruto de um trabalho que vem sendo desenvolvido na segurança de trânsito na Suécia. O AZ é uma visão de futuro da sociedade sueca na qual ninguém deveria morrer ou ficar seriamente ferido no trânsito. Não se pode aceitar o fato que pessoas estão sendo punidas anualmente com a morte ou sofrendo fisicamente pelo fato de ter simplesmente cometido um erro no trânsito. Considerando que as pessoas às vezes erram, é impossível prevenir de maneira segura todos os acidentes de trânsito. No entanto, é possível aliviar as conseqüências de uma colisão através de vias e veículos mais seguros. O risco pode ser reduzido por meio de um enfoque mais contundente sobre a importância de um comportamento seguro no trânsito.
09/Out/2007
Discussão sobre métodos para identificação de locais críticos em acidentes de trânsito no Brasil
Lúcia Maria Brandão
Discussão sobre os métodos de identificação de locais críticos em acidentes de trânsito no Brasil. Por sua importância, foi realizado tanto um levantamento dos métodos disponíveis na literatura consagrada como sua análise comparativa. Essa análise considerou e apontou o método numérico absoluto baseado no critério "gravidade dos acidentes" como o mais recomendado. A conclusão decorre principalmente do fato de que este método resulta na priorização de locais onde há registro de acidentes com vítimas fatais embora seja também o que exija levantamentos de dados mais exaustivos.
04/Fev/2008
Cinto de Segurança no Banco Traseiro do Automóvel: isto é importante?
Wilson de Moraes Nobre Junior e Anamaria de Moraes
O motorista e o passageiro dianteiro, mesmo usando o cinto de segurança, correm alto risco de morte, se os passageiros de trás estiverem sem o equipamento, num eventual acidente frontal. Para reduzir a grande quantidade de vítimas no trânsito, recomenda-se que também os ocupantes traseiros usem o cinto, para proteção não somente deles mesmos, mas também dos passageiros dianteiros. Assim, cabe aos designers e aos que se preocupam com o consumidor buscar soluções para que o cinto traseiro seja mais bem visto, acessado e aceito por todos os passageiros que viajam na parte de trás do automóvel.
04/Fev/2008
Cinto de Segurança no Banco Traseiro do Automóvel: por que nós não usamos?
Wilson Nobre e Anamaria de Moraes
Vários fatores explicam a não utilização do cinto traseiro: a sensação de maior segurança atrás, falhas na elaboração e na aplicação das leis e, principalmente, erros ergonômicos. Algumas vítimas de acidentes, que estavam no banco traseiro, foram entrevistadas e indicaram a clara necessidade de novo design, tanto do banco traseiro como dos seus cintos. Cabe aos ergodesigners, levantado o problema, propor soluções de um novo design dos cintos de segurança e do compartimento traseiro. Cabe às autoridades ouvir os especialistas e modificar a legislação referente ao projeto dos carros, para que os fabricantes ofereçam ao consumidor um produto mais seguro, provido de cintos de segurança mais adequados.
01/Mai/2008
Discromatopsias congênitas e condução de veículos
Mário Teruo Sato, Alfredo Vidal Moreira, Daniel Roncglio Guerra, Ana Cristina Alvarez de Carvalho e Carlos Augusto Moreira Júnior.
Quantos acidentes de trânsito acontecem devido ao daltonismo? A relação entre a discromatopsia congênita, ou daltonismo, e a ocorrência de acidentes de trânsito é um assunto insuficientemente estudado no mundo inteiro. Por isso, este trabalho, do Dr. Mário Teruo Sato e colegas, que integra o acervo dos Arquivos Brasileiros de Oftalmologia, do Conselho Brasileiro de Oftalmologia, representa uma louvável exceção. Foram examinados 523 motoristas, seguindo as normas da resolução 734/89 do Contran. Os motoristas foram submetidos ao teste de cores com a Tabela de Ishihara, e os que tinham discromatopsias foram submetidos ao teste da Caixa de Cores, com luzes dispostas como em um semáforo. Esperamos que esta publicação contribua para o desenvolvimento de soluções que venham a proteger uma parcela significativa da população que apresenta essa deficiência.
01/Mai/2008
Código da Estrada - Lombas artificiais no asfalto - Questões
João Alves
Boa parte do interesse deste artigo deve-se ao fato de que o autor é procurador e não engenheiro de trânsito. E mesmo assim alcança admirável profundidade técnica. Outra parte vem por tratar-se de um trabalho português. Podemos conferir que, tanto lá como aqui, as lombadas (lombas em Portugal) são vistas como inimigos plantados no asfalto. Transcrevemos a frase lida no blog Kulturkampf: "O nível de civismo de uma população mede-se pela altura das lombas na estrada".
22/Jun/2008
Daltônicos ao volante
Katia Moherdaui Vespucci
A arquiteta Katia Moherdaui Vespucci, especialista em trânsito urbano, resolveu confrontar os temas daltonismo e condução de veículos. Apresenta-nos várias informações práticas sobre o assunto e propõe uma solução simples e engenhosa para facilitar a compreensão da sinalização semafórica pelos daltônicos. A foto foi enviada por Willy Lin, responsável pela sinalização semafórica de Campinas, cidade que já vem aplicando há alguns anos a proposta de Katia.
02/Fev/2009
Oportunidades de conflito de tráfego - Modelos de Previsão
Sun Hsien Ming
O objetivo desta dissertação de mestrado é desenvolver e propor modelos matemáticos que possam estimar o grau de segurança de interseções, semaforizadas ou não, que tomem por base o conceito de oportunidades de conflito de tráfego. O conceito da oportunidade de conflito de tráfego tem sido proposto para obter medidas analíticas de segurança que possam substituir vantajosamente medidas tradicionais como, por exemplo, o histórico de acidentes. Os modelos que utilizam o conceito de oportunidades de conflito de tráfego necessitam apenas de dados operacionais das interseções, o que torna este parâmetro um indicador potencialmente útil para aplicações práticas na determinação do nível de segurança de determinado local.
08/Ago/2009
A responsabilidade pelos acidentes de trânsito segundo a Visão Zero
Archimedes Azevedo Raia Jr.
Em 1997, o Projeto de Lei de Segurança de Tráfego Rodoviário, embasado na filosofia Visão Zero-VZ, também conhecida no Brasil, de maneira equivocada, como Acidente Zero, foi aprovado pelo Parlamento Sueco. Na verdade, sua meta de longo prazo é reduzir, não necessariamente o número de acidentes, mas o montante de fatalidades e as lesões graves a zero (Arnoldussen, 2004). Esta Visão é uma expressão do imperativo ético de que não poderá nunca ser aceitável que pessoas morram ou fiquem seriamente feridas no trânsito. Na justificativa apresentada pelo Governo ao Parlamento Sueco, esta frase é provavelmente a mais importante: “…o limite de velocidade no trânsito deve ser determinado pelo padrão técnico de veículos e vias, tal que não exceda o nível de violência que qualquer ser humano possa tolerar. Quanto mais seguros forem as vias e os veículos, velocidades mais altas poderão ser aceitas”.
08/Ago/2009
Impactos sociais e econômicos dos acidentes de trânsito nas rodovias brasileiras
IPEA & DENATRAN
Este trabalho é produto de uma parceria entre o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea/MPOG) e o Departamento Nacional de Trânsito (Denatran). Esse esforço conjunto permitiu transformar dados avulsos e dispersos sobre os acidentes de trânsito nas rodovias brasileiras em informações articuladas e imprescindíveis a tomadas de decisões e à formulação de políticas públicas para enfrentar o desafio da redução das mortes, das sequelas físicas e psicológicas de pessoas, além das perdas materiais decorrentes desses acidentes. Parte dessas informações foi aqui valorada monetariamente, e parte cuidadosamente qualificada segundo outros critérios. Disponibiliza-se também, neste volume, um novo método, de simples absorção, embora cientificamente complexo, para quantificação de custos dos acidentes de trânsito nas rodovias, fundamentado no princípio da decomposição do acidente em componentes elementares aditivos de custo, e no da transferibilidade do custo médio padrão de um acidente. O custo anual dos acidentes de trânsito nas rodovias brasileiras alcançou a cifra de R$ 22 bilhões, a preços de dezembro de 2005 – 1,2% do PIB brasileiro. A maior parte refere-se à perda de produção, associada à morte das pessoas ou interrupção de suas atividades, seguido dos custos de cuidados em saúde e os associados aos veículos. Os números e as evidências reunidos nesta obra, assim como o rico instrumental metodológico nela contido, passarão a ser referência para toda e qualquer instituição, pública ou privada, interessada em fundamentar ações que reduzam a continuidade de tantos e tão graves acidentes de trânsito nas rodovias brasileiras.
06/Fev/2010
Avaliação dos Condutores Portadores de Discromatopsia Congênita na Percepção Cromática da Sinalização Viária
Renato Soares
Esta dissertação visa identificar as limitações dos condutores daltônicos em relação à identificação das cores dos diversos materiais utilizados na sinalização semafórica, vertical e horizontal, sob diferentes condições de iluminação.
O estudo avaliou 32 condutores portadores de discromatopsia congênita com experiência em dirigir no Distrito Federal. Os condutores possuíam o tipo protan e o deutan do distúrbio.
Os integrantes da amostra passaram por dois testes de avaliação cromática (Ishihara e TNC), uma entrevista estruturada e testes de sinalização horizontal, vertical e semafórica. Os testes de sinalização foram realizados sob duas condições de iluminação do ambiente, dia e noite.
Os resultados obtidos comprovam a dificuldade na percepção cromática dos condutores daltônicos quanto às cores da sinalização viária, que varia de acordo com os tipos e os graus de severidade do distúrbio. Na sinalização semafórica, os condutores da forma deutan apresentaram mais dificuldade para reconhecer as cores dos focos com LED’s do que com lâmpadas de filamento, tanto no período diurno quanto noturno.
Os resultados da pesquisa revelam que é possível tornar a sinalização viária mais acessível aos condutores daltônicos, sem comprometer a qualidade da informação para os demais condutores e pedestres.
29/Mai/2010
Identificación de problemas de Seguridad Vial en travesías
Instituto MAPFRE
A importância deste trabalho desenvolvido pelo instituto espanhol MAPFRE nos convenceu a abrir mão da prática de só publicar artigos em português. O
Dicionário Espanhol-Português do Sinal de Trânsito pode auxiliar a leitura do texto no caso de alguma dúvida. Mas já vamos antecipando uma tradução que pode dar confusão: "travesía" significa o trecho da estrada que atravessa uma região povoada e não uma "travessia de pedestres", como, aliás, estávamos entendendo inicialmente.
Trata-se de um manual de recomendações com o fito de propor soluções para a criticidade que surge nas "travesías" devido aos diversos tipos de trânsito que se encontram (automóveis, pedestres, caminhões, bicicletas, etc).
A intenção primordial deste documento é o de servir como guia de fácil manuseio e compreensão para ajudar o gestor de trânsito a diagnosticar o problema que tem em mãos e eleger a solução mais adequada para o mesmo.
O documento original encontra-se em página do Instituto MAPFRE
29/Mai/2010
