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Sinais de trânsito de uma civilização extinta?

Enigmáticas figuras encrustadas no deserto de Atacama, no norte do Chile entre Árica e Tocopilla, com mais de 200 metros de comprimento, intrigam cientistas e arqueólogos do mundo inteiro há décadas. Quem as fez? Com que propósito?

Cruzando os áridos cerros do Vale de Azapa, de Chiza Suca, Tiliviche e Abra, a pé ou pelo ar, encontramos imagens grandiosas. Em meio ao deserto, surgem "linhas e pistas" (encontradas também em Nazca, Peru), figuras de "homens", arranjos geométricos, animais da região, enigmáticos círculos, espirais, "flechas", etc.

Um dos maiores especialistas no assunto, o prof. Luis Briones Morales, do Departamento de Arqueologia da Universidade de Terapacá, no Chile, defende a idéia de que os geoglifos (escrituras no solo, em grego), tenham sido monumentais sinalizadores indicando que o lar estava próximo, ou seja, estas formas do deserto indicariam aos viajantes de mil anos atrás, que caminho seguir. Segundo o prof. Briones, os autores das imagens do deserto de Atacama teriam sido os tiwanacotas, que habitaram a região antes dos incas e dos europeus chegarem.

A civilização tiwanaku controlou durante quinhentos anos uma região que englobava o oeste da Bolívia - onde ficava sua capital -, o norte do Chile e o noroeste da Argentina. Construíram complexos sistemas de irrigação e instituíram uma vasta rede de intercâmbio através do deserto com os povos da costa. Eram considerados pacíficos e de grande religiosidade. Desapareceram misteriosamente perto do ano 1000 d.C..

Segundo os estudos de Briones e outros colegas, como a antropóloga Persis Clarkson, da Universidade de Winnipeg, no Canadá, somos levados a crer que os geoglifos demarcam uma rede de estradas usadas por homens e lhamas, que cortou o deserto entre os anos 500 e 1500 da nossa era.

No meio do deserto, água é algo raro e portanto difícil de se encontrar. Por isso, o caminho seria demarcado. Esta teoria explicaria o desenho de sapos e lagartos, animais sagrados associados à água, que foram encontrados em lugares onde havia chance de encontrá-la.

Texto extraído de Acasicos.

Imagem pinçada na página Dadaisforever .

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