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Engenharia, Operação e Educação de Trânsito

Av. 18 de Julio

Aprendendo com nossos vizinhos

Luis Vilanova

Acho que o aspecto mais interessante em conhecer novos lugares é que você descobre que muitas coisas, que sempre fez de um determinado jeito, podem ser feitas perfeitamente de uma forma totalmente diferente. Na Engenharia de Trânsito, essa constatação é cabal. É muito didático perceber que alguns dogmas, que temos defendido com unhas e dentes ao longo de anos, simplesmente são ignorados em outras cidades, sem prejuízo nenhum. Confesso que, em minhas visitas a outras cidades, vi mais de uma vez serem aplicadas soluções que eu descartava veementemente funcionarem tão bem como as minhas (ou melhor ainda ....). Tudo isso vem a propósito da viagem a passeio que fiz recentemente para Montevidéu e Buenos Aires. Foi a passeio, mas quem diz que a gente consegue se afastar totalmente do nosso trabalho?


Análise do Transporte Coletivo Urbano sob a Ótica dos Riscos e Carências Sociais

Carlos Paiva

A análise da mobilidade das populações, a distribuição espacial dos equipamentos públicos e a acessibilidade ao transporte coletivo são temas bastante tratados nas áreas da engenharia civil-transporte e arquitetura-urbana durante os últimos anos. Ao mesmo tempo, nas áreas de serviço social e ciências sociais, inúmeros trabalhos têm buscado identificar a espacialidade da desigualdade social utilizando conceitos como: linha de pobreza, inclusão/exclusão social, vulnerabilidade social e etc. Nosso objetivo, com o desenvolvimento dessa tese de doutorado, é a análise do transporte coletivo urbano da cidade sob a ótica dos riscos e carências sociais. A partir da compreensão dos fatores que compõem este universo buscaremos desenvolver uma metodologia que permita identificar a cobertura e o atendimento do transporte coletivo urbano às diferentes regiões da cidade comparativamente a espacialidade da desigualdade social. Como resultado deste trabalho pretende-se comparar a espacialidade da desigualdade social a espacialidade do atendimento do transporte coletivo urbano, podendo-se assim identificar, para as regiões de maiores carências sociais do município de São Paulo, o grau de atendimento do transporte coletivo e aferir até que ponto o sistema de transporte urbano da cidade pode ser considerado um mitigador ou não das desigualdades sociais.


Reprogramação de semáforos: Método de Observação de Campo

Sergio Ejzenberg

Manter os semáforos com temporização adequada aos fluxos variáveis de tráfego é uma das muitas dificuldades com que se defrontam os responsáveis pelos órgãos de gestão do tráfego das cidades. O aumento dos fluxos de tráfego, decorrente do próprio desenvolvimento urbano, exige que a reprogramação dos tempos dos semáforos seja feita, pelo menos, uma vez por ano. Paralelamente, vem se intensificando nos últimos anos a substituição dos arcaicos controladores de programação única por controladores eletrônicos que comportam múltiplos planos, capazes de assim atender às variações dos fluxos de tráfego. O método proposto facilita, através de seu enfoque prático, a elaboração de novos planos semafóricos. Muito mais que uma ferramenta teórica adicional de cálculo, constitui uma metodologia de trabalho que, dispensando pesquisas de fluxos de tráfego (“contagens”) e sem requerer cálculo de fluxos de saturação (“capacidade”), possibilita resultados rápidos e com alta qualidade.


Impactos sociais e econômicos dos acidentes de trânsito nas rodovias brasileiras

IPEA & DENATRAN

Este trabalho é produto de uma parceria entre o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea/MPOG) e o Departamento Nacional de Trânsito (Denatran). Esse esforço conjunto permitiu transformar dados avulsos e dispersos sobre os acidentes de trânsito nas rodovias brasileiras em informações articuladas e imprescindíveis a tomadas de decisões e à formulação de políticas públicas para enfrentar o desafio da redução das mortes, das sequelas físicas e psicológicas de pessoas, além das perdas materiais decorrentes desses acidentes. Parte dessas informações foi aqui valorada monetariamente, e parte cuidadosamente qualificada segundo outros critérios. Disponibiliza-se também, neste volume, um novo método, de simples absorção, embora cientificamente complexo, para quantificação de custos dos acidentes de trânsito nas rodovias, fundamentado no princípio da decomposição do acidente em componentes elementares aditivos de custo, e no da transferibilidade do custo médio padrão de um acidente. O custo anual dos acidentes de trânsito nas rodovias brasileiras alcançou a cifra de R$ 22 bilhões, a preços de dezembro de 2005 – 1,2% do PIB brasileiro. A maior parte refere-se à perda de produção, associada à morte das pessoas ou interrupção de suas atividades, seguido dos custos de cuidados em saúde e os associados aos veículos. Os números e as evidências reunidos nesta obra, assim como o rico instrumental metodológico nela contido, passarão a ser referência para toda e qualquer instituição, pública ou privada, interessada em fundamentar ações que reduzam a continuidade de tantos e tão graves acidentes de trânsito nas rodovias brasileiras.


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Notas & Notícias

  • Curvas com falhas causam acidentes, afirma o Eng. Sérgio Ejzenberg
  • Perkons
  • Vancouver já multava pedestres, agora também pune celular ao volante.
  • Terra
  • Em cinco anos, veículos aumentaram mais que a população.
  • Perkons
  • Mudança de código veta moto entre faixas
  • Estadão
  • Especialista ensina como utilizar os pneus do carro
  • UOL Mais
  • Chip facilitará fiscalização de velocidade e adoção de pedágio urbano no país.
  • Estadão
  • Simuladores orientados ao ensino da Engenharia de Transporte e Trânsito (em inglês)
  • Street
  • Trânsito no limite
  • EMDEC
  • Autofagia Urbana - Candido Malta Campos.
  • Estadão