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Engenharia, Operação e Educação de Trânsito

simulador lisa+

Uso de Simulador de Tráfego para análise de intersecção na Av. Humberto Alencar Castelo Branco com Estrada Samuel Aizemberg

Camila de Lima

O emprego de softwares de simulação é uma tendência universal, devido à sua rapidez e eficácia, pois não é cabível a execução de um projeto sem a prévia avaliação de seus benefícios. Os simuladores possuem parâmetros para representar os principais fatores que constituem o trânsito como, por exemplo, o fluxo de saturação, o fluxo de tráfego e os tempos perdidos na mudança de fase. Os simuladores disponíveis operam em diversos níveis, desde os que simulam o tráfego em um cruzamento isolado até os que servem para avaliar cenários em toda uma metrópole. Alguns dos mais conhecidos no mercado são: TRANSYT, SIGOP, NETSIM, SYNCHRO, AIMSUN, INTEGRATION, SCOOT e M2. No desenvolvimento do presente projeto de iniciação científica, será utilizado o software desenvolvido recentemente na Alemanha, chamado LISA+, que já é utilizado atualmente em alguns países da Europa.


Princípios básicos de organização de redes viárias

Alvaro Jorge da Maia Seco, António José Pais Antunes, Américo Henrique Pires da Costa e Ana Maria Bastos Silva

Uma das funções rodoviárias básicas corresponde à função de “circulação”, que está associada ao período intermédio das viagens motorizadas e que decorre desde as proximidades do ponto de partida até às proximidades do ponto de chegada, onde o nível de serviço oferecido depende da garantia de condições fluidas, rápidas e seguras de deslocamento, providenciadas por eixos viários com capacidade suficiente. A outra função rodoviária é o “acesso” aos espaços urbanos adjacentes ou aos espaços de estacionamento na via por parte de veículos motorizados, que ocorre quer no inicio, quer no final das viagens, e onde a qualidade de serviço oferecida se mede pelas condições oferecidas para uma circulação segura em marcha reduzida e para a execução das manobras de acesso aos espaços adjacentes ou aos lugares de estacionamento. As outras funções são as ligadas aos deslocamentos em modos não motorizados, particularmente o modo a pé, mas também o ciclista e todas as funções de vivência urbana. Estas funções necessitam de um “ambiente” seguro e agradável que, genericamente, está associado à existência de níveis reduzidos dos fluxos e velocidades do tráfego motorizado.


Interseções prioritárias e de prioridade à direita

Ana Maria Bastos Silva, Álvaro Jorge da Maia Seco e Joaquim Miguel Gonçalves Macedo

Em Portugal, numa intersecção sem qualquer sinalização reguladora assume-se que as prioridades relativas entre as diferentes correntes de tráfego são definidas pela lei base em vigor, nomeadamente, pelos art.ºs 29, 30 e 69 do Código da Estrada, e baseiam-se nas seguintes regras e princípios gerais: • Se dois ou mais veículos atingem a intersecção simultaneamente, o condutor deve ceder a passagem aos que se apresentem pela direita (Regra da “Prioridade à direita”); • O condutor sobre o qual recaia o dever de ceder a passagem, deve abrandar a marcha, se necessário parar e em caso de intersecção de veículos recuar por forma a permitir a passagem do condutor prioritário sem alteração da sua velocidade, ou da sua direção; • O condutor só pode entrar no cruzamento ou entroncamento, ainda que tenha prioridade, depois de se certificar de que a intensidade do tráfego não o obrigará a imobilizar-se no seu interior. À semelhança de outros países, este sistema de prioridades gerido pela regra de prioridade à direita está na base de uma série de problemas intrínsecos, particularmente relacionados com a interpretação da regra perante determinadas situações específicas. Face a níveis elevados de tráfego, aumenta significativamente a ocorrência de situações conflituosas onde esta regra se revela incapaz de definir prioridades relativas de entrada na intersecção, gerando-se situações de impasse e, consequentemente, a diminuição do seu desempenho global. Assim e desde que as condições locais, as características geométricas ou os fluxos afluentes o justifiquem, estas regras podem ser sobrepostas pela imposição de um sistema de prioridades, consubstanciado pela implantação de sinais de “STOP” ou de “Cedência de passagem”.


Rotundas

Ana Maria Bastos Silva e Álvaro Jorge da Maia Seco

Apesar da acentuada utilização da solução rotunda (rotatória), particularmente ao longo das duas últimas décadas, verifica-se que em Portugal muitos projetos de execução continuam a ser elaborados à margem de qualquer disposição técnica, recomendação ou norma de concepção, sendo habitualmente negligenciada a importância do ajuste da solução às características do local. Essa preocupação tornou-se particularmente relevante durante a década de 90, quando é finalmente institucionalizada a regra de “prioridade a quem circula no anel da rotunda” e a sua aplicabilidade se estendeu às estradas de importância regional e nacional. A heterogeneidade das soluções implementadas, agravada pela frequente violação dos princípios básicos de segurança, reforça a necessidade de se dispor, em Portugal, de textos técnicos, dirigidos aos projetistas e gestores das redes rodoviárias, para suporte das suas decisões técnicas. Nessa óptica, este texto procura constituir um documento técnico de apoio ao dimensionamento de rotundas em Portugal, em resultado de uma compilação integrada daqueles que são os principais resultados retirados da investigação desenvolvida pela FCTUC ao longo das duas últimas décadas e daquele que é o estado da arte a nível internacional nesta matéria. São apresentadas as condições privilegiadas de aplicação das diferentes tipologias de rotundas, os princípios e estratégias de dimensionamento e as regras gerais de concepção aplicadas aos diferentes elementos constituintes da rotunda, assim como um modelo de estimação de capacidades. O documento foi organizado de forma a responder às diversas exigências e especificidades locais, pelo que o conteúdo aqui apresentado tem aplicabilidade quer em meio urbano quer interurbano. Nessa mesma linha de ação são apresentadas gamas alargadas de aplicabilidade para cada um dos relevantes parâmetros geométricos, especificando-se os valores ideais a aplicar em cada caso.


Seis fatores essenciais para o sincronismo entre semáforos

Luiz Ernesto de Azeredo

Provavelmente, ao dirigir seu carro por uma avenida você já tenha passado pela situação de “sair” com seu veículo de um semáforo no qual estava parado e próximo do cruzamento e ao aproximar-se do semáforo seguinte não pôde passá-lo, pois, este ficou vermelho. A tendência da maioria das pessoas (e especialistas) é pensar que os semáforos estão mal programados ou então ficaram desregulados de uma hora para outra. Neste artigo, Luiz Ernesto de Azeredo - da EMDEC Campinas-SP - analisa seis fatores essenciais para a ocorrência da chamada “onda verde”.


O que está acontecendo com a Região Metropolitana de São Paulo – Análise Socioeconômica

Carlos Paiva

Com a divulgação da Pesquisa da Mobilidade de São Paulo, com dados de 2012 pelo Metrô SP, torna-se possível verificar o que aconteceu na Região Metropolitana de São Paulo entre os anos de 2007 e 2012 comparando esta pesquisa com a Pesquisa Origem-Destino de 2007. As duas pesquisas são amostrais, realizadas nas residências onde se levantaram dados socioeconômicos e das viagens realizadas por todos os membros da família nos diferentes modos de transporte.


Medidas Mitigatórias para Polos Geradores de Tráfego

Rovana Reale, Júlio Cezar Miranda, Isabel Cristina Guimarães Haifuch e Lúcia de Borba Maciel

As construções urbanas de grande porte que atraem um grande número de deslocamentos denominam-se Polos Geradores de Tráfego. Estes empreendimentos geram impactos negativos na circulação e no seu entorno imediato, prejudicando ou agravando a acessibilidade e segurança viária de toda uma região. Assim torna-se necessária a elaboração de critérios para avaliação e aprovação dos polos geradores como forma de minimizar, ou mitigar, os impactos causados sobre o trânsito e transporte. A implantação e operação desses empreendimentos comumente causam impactos na circulação viária, requerendo uma abordagem sistêmica de análise e tratamento que leve em conta simultaneamente seus efeitos indesejáveis na mobilidade e acessibilidade de pessoas e veículos e o aumento da demanda de estacionamento em sua área de influência. Os impactos sobre a circulação ocorrem quando o volume de tráfego nas vias adjacentes e de acesso ao polo gerador de tráfego se eleva de modo significativo, devido ao acréscimo de viagens gerado pelo polo gerador, reduzindo os níveis de serviço e de segurança viária na área de influência.


Os artigos das edições anteriores podem ser acessados através da seção Artigos

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Notas & Notícias

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